domingo, 23 de março de 2008

Perigo.


Quarto dia.

Sou persistente.

Pelo visto, você também.

Ou não, se é a primeira vez que entra aqui.

Mas isso eu nunca vou saber.

Não entendo nada das tecnologias desses tais de blogs. Por isso, não tenho acesso ao número de pessoas que entra aqui. Não sei se entraram mil ou nenhuma. Só sei das que deixarem comentários, se deixarem.

Mas isso torna as coisas mais legais ainda! É interessante que estou a me mostrar e não tenho a mínima idéia de quantas pessoas estão me olhando...

Isso é legal. Eu poderia falar coisas sobre minha intimidade... Coisas reais, talvez. O medo de saber se alguém que eu conheço poderia ler ou descobrir que era eu tornaria as coisas mais desafiadoras.

Eu poderia dar pistas... Dizer aos poucos quem eu sou... Só para ficar mais emocionante. Poderia contar segredos meus. Segredos sexuais! Sim, eu poderia falar sobre minha vida particular, e vocês nunca saberiam quem eu realmente sou...

Aliás, eu posso mentir. Posso dizer que sou alguma pessoa que qualquer um que entre aqui conhece... E depois desmentir de novo. E por aí vai.

Como é que você sabe que pode confiar em alguma coisa que leu na internet? Ainda mais em blogs imbecis de pessoas que não tem o que fazer?

Mas e se eu matar alguém? Se colocar minha confissão na internet, alguém perceberia?

E se eu estiver próximo de fazer alguma coisa muito ruim? Será que alguém poderia suspeitar de algo apenas por ler mais um comentário imbecil em mais um blog idiota?

Você acredita que existe sempre alguém nos fiscalizando? Lendo as coisas que escrevemos na internet? Será que isso é bom? Será que tem algum idiota investigando alguma coisa e ficou perturbado quando leu isso? Será que ele pode descobrir quem eu sou? Será que pode me prejudicar?

Ou pior... Será que ele pode saber que você entrou aqui? E se pensar que fazemos parte de algum complô para realizar alguma coisa muito ruim? Assassinatos? Terrorismo! Sim! Poderiam pensar que somos terroristas...

Mas se você parar para pensar, o que é que te garante que algum desses blogs imbecis que você visita não pode ter alguma mensagem codificada, no meio das conversinhas triviais, que guardasse no fim das contas algum segredo maldito...

Como é que você iria descobrir?

Será que alguém iria descobrir?

Se você parar para pensar, esse negócio de internet pode ser muito mais perigoso do que você possa imaginar...

Adeus.

sábado, 22 de março de 2008

Tem certeza que ler isso é a melhor coisa que você pode fazer agora?



Esse é o terceiro dia que eu perco escrevendo nesse negócio.

Óbvio.

Mas nem tanto, por que se você está lendo isso, você é um possível teimoso.

Você já leu as mensagens antigas?

Leu?

E continua entrando, mesmo assim?

Qual é o seu problema?

Não entendeu a mensagem?

Não existe mensagem.

Pare de perder tempo.

Vá fazer algo útil, ler um livro talvez.

Assista um documentário.

Isso! Um documentário.

Não perca tempo com novelas. São todas um lixo.

A profundidade psicológica das personagens é menor que a de um pires. Não há discussões de idéias, não há nada.

Mas você gosta.

Talvez por que você realmente se espelhe em alguma daquelas personagens ridículas.

Talvez por que você tenha a personalidade da profundidade de um pires...

Já parou para se perguntar que tipo de pessoa você é?

Não sei. Só sei que é um teimoso, pois continua lendo isso.

Entretanto, admito a possibilidade de estar totalmente enganado sobre você...

E é isso o que mais me intriga...

Mas você pode estar totalmente enganado sobre mim...

O que nos deixa quites.

Só te digo uma coisa.

Vá embora.

Não perca tempo com bobagens como esta.

Adeus.

sexta-feira, 21 de março de 2008



Aqui estou eu, novamente.

E você, teimoso, continua lendo...

Ou não...

Talvez tenha entrado aqui por acaso...

Não leu a mensagem anterior...

As pessoas que entram na página lêem apenas a mensagem que você acabou de escrever.

Além de óbvio, isso tem outras repercussões.

Aquilo que eu escrever agora terá mais importância para quem acabou de entrar aqui do que todo o resto que já escrevi.

No meu caso, isso não tem importância nenhuma, pois ainda não escrevi nada que merecesse ser considerado importante, sob qualquer ponto de vista minimamente racional.

Então se por um acaso, eu quisesse usar este espaço para publicar alguma coisa? Uma coleção de poemas? Contos? Um romance? Sim! Um romance seria espetacular! Mas e aí? As pessoas que acabassem de entrar leriam apenas a última coisa que escrevi?

No caso de despertarem interesse pelo que leram, talvez percam tempo lendo o resto do que foi escrito...

Notável.

Ontem, conversando com alguns amigos, me disseram que algumas pessoas realmente conseguiram fazer sucesso operando esse negócio de Blog...

Obviamente não contei para eles que eu tinha um... Tampouco penso um dia em contar...

E parei para pensar...

O que é que alguém tem que escrever para interessar alguém?

Alguém que passe pela página, de repente, uma pessoa qualquer?

Talvez um idiota, como você, que não tem o que fazer, que esteja olhando várias outras páginas inúteis...

O que te fez parar para continuar lendo?

Ou não...

Talvez você não seja um idiota...

Mas aí eu me pergunto de novo...

Por que alguém leria isso?

E me pergunto mais ainda...

Por que estou escrevendo?

E a resposta é a mesma.

Não sei.

E você sabe?

Afinal de contas, o que é que você sabe?

Não deve ser muita coisa...

Deve ser outro ignorante...

Ou pior, talvez seja um imbecil exatamente igual a mim, que acha que sabe alguma coisa, quando, no fim das contas, tudo aquilo que você sabe não tem valor algum.

Então vá embora.

E não entre mais nesta página.

Estou cansado de te avisar.

Adeus.

quinta-feira, 20 de março de 2008

Nada para dizer.



Esta é minha primeira mensagem.

Óbvio.

Quem não vê?

Só escrevi isso para ganhar tempo.

Para poder pensar no que eu realmente vou escrever.

Confesso não ter a mínima noção de onde tudo isso vai dar.

Não gosto de passatempos massificantes distribuídos via internet.

Uso pouco meu e-mail.

Deleto todas as mensagens encaminhadas que recebo.

Não tenho orkut. Nunca tive e nunca quero ter.

Não entro em "blogs".

Nem conheço os diminutivos que os jovens usam para abreviar palavras enquanto escrevem as coisas no computador.

Tenho quatro pessoas em meu msn. Duas estão bloqueadas. As outras duas, eu só mantenho por que é a forma mais barata e rápida de me comunicar com elas. Não falo sobre trivialidades.

Então por que é que eu, sendo quem sou, estou perdendo tempo escrevendo esse negócio que vai parar na internet?

Boa pergunta.

Se descobrir a resposta, me avise, pois eu mesmo, ainda não sei.

Mas eu acho que seja talvez por vaidade... Ou medo talvez.

Não sei. Se soubesse, mesmo assim, talvez não contasse.

Já parou para se perguntar o quanto é bom NÃO SABER certas coisas?

Ou você é daqueles maníacos com complexo de ter que saber tudo?

Se fores, senta-te, pegue uma bebida. Padecemos da mesma patologia. Podemos conversar sobre nossas amarguras a noite toda.

O problema é que você não sabe os males que isso pode te causar. Se soubesse não continuaria lendo esse texto.

Ele vai te fazer mais mal do que a bebida imaginária que acabei de te oferecer. Mesmo que a bebida fosse real. Mesmo que fosse veneno ao invés de bebida.

Mas eu realmente preciso de alguém para conversar. Portanto, meu egoísmo neste ponto fala mais alto, e eu não dou a mínima para você se você continua lendo.

Eu penso em duas hipóteses para descrever uma possível pessoa que pudesse ser um possível leitor dessa página.

A primeira: Você não tem o que fazer. Fica rodando de cá pra lá pela internet procurando coisas diferentes. Se você continuou lendo até chegar nessa parte, é por que você realmente perde tempo. O que leu já não foi suficiente para que pudesse perceber que o assunto não é do seu interesse? Então por que continua lendo? Curiosidade? Acho que nem você mesmo sabe, não é?

A segunda: Você tem mais o que fazer. Mas foi direcionado até aqui, de uma forma ou outra. Pare de ler imediatamente. É uma armadilha. Os avisos foram dados.

Pare logo de ler.

Nunca mais entre nesta página idiota.

E assim terminamos nosso assunto.

Eu, sem te conhecer.

(Eu não queria mesmo).

E você.

Sem saber nada sobre mim.

Ou sobre todo o resto.

Como entenderá.

Se continuar lendo.

Mas não faça.

Amém.